AI Max no Google Ads: o que muda nas campanhas em 2026
Se você anuncia no Google Ads, provavelmente já viu uma notificação dentro da própria plataforma falando em "AI Max". Não é só mais um recurso opcional: o Google está usando o AI Max para substituir gradualmente funcionalidades que já existiam, e isso muda a forma como campanhas de pesquisa vão funcionar por padrão a partir de 2026 e 2027. Vale entender o que muda antes que a migração aconteça automaticamente na sua conta.
O que é o AI Max
O AI Max é um conjunto de recursos de automação para campanhas de pesquisa do Google Ads, que já saiu da fase beta e está em processo de substituir funcionalidades mais antigas — principalmente o Dynamic Search Ads (DSA) e configurações relacionadas a correspondência ampla e criação automática de anúncios. Na prática, o AI Max amplia automaticamente o alcance de termos de pesquisa, ajusta o texto do anúncio de forma mais dinâmica e expande a URL final para páginas mais relevantes do site, com base em sinais de IA.
Por que o Google está substituindo recursos antigos
O Google vem consolidando funcionalidades separadas (como o próprio DSA) dentro de um único conjunto de automações mais amplo. A lógica declarada pela empresa é que, com mais dados e modelos melhores, um sistema mais automatizado consegue encontrar combinações de termo de pesquisa, anúncio e página de destino que um anunciante configurando manualmente demoraria muito mais para testar. Isso não significa que a automação sempre acerta mais do que uma configuração manual bem feita — significa que o Google está apostando nessa direção como padrão da plataforma.
Search term matching, text customization e final URL expansion
Três comportamentos centrais do AI Max:
- Search term matching: amplia automaticamente a correspondência de termos de pesquisa além do que a configuração de palavras-chave tradicional cobriria, buscando variações que a IA entende como relevantes para a intenção da busca.
- Text customization: ajusta dinamicamente elementos do texto do anúncio para se adequar melhor à busca específica de quem está pesquisando.
- Final URL expansion: em vez de direcionar sempre para a mesma URL configurada, o sistema pode escolher automaticamente uma página diferente do site que pareça mais relevante para aquela busca.
Todos esses comportamentos ficam ativados por padrão depois da migração, como forma de preservar a estabilidade de desempenho da campanha na transição.
Controles de marca, localização, URL e texto
Mesmo com mais automação, o AI Max mantém controles que o anunciante pode configurar: é possível restringir marcas concorrentes ou termos específicos que não devem acionar o anúncio, delimitar localizações de URL final permitidas, e definir diretrizes de texto que a automação deve respeitar. Esses controles não eliminam a automação, mas colocam limites em torno dela — vale configurá-los antes de migrar, não depois de perceber um problema.
Cronograma atualizado de migração (2026–2027)
Esse é o ponto que mais gera confusão, porque o cronograma já mudou uma vez. A situação mais atual, segundo o próprio Google:
- Ferramentas de upgrade voluntário já estão disponíveis, permitindo migrar configurações manualmente antes da atualização automática.
- A partir de setembro de 2026, campanhas de pesquisa elegíveis que já usam Automatically Created Assets (recursos criados automaticamente) e correspondência ampla configurada no nível da campanha começam a ser migradas automaticamente para o AI Max.
- A migração automática mais ampla — incluindo a descontinuação geral do Dynamic Search Ads para quem ainda não se enquadra no critério acima — foi adiada para fevereiro de 2027, segundo atualização do Google publicada em 11 de junho de 2026, após feedback de anunciantes.
Ou seja: nem toda campanha com DSA é automaticamente migrada em setembro de 2026 — isso vale especificamente para quem já usa Automatically Created Assets com correspondência ampla no nível da campanha. Se você usa DSA sem esse conjunto específico de configurações, a migração mais ampla deve acontecer só em 2027. Vale checar dentro da própria conta qual critério se aplica ao seu caso, porque avisos genéricos do tipo "todo DSA muda em setembro" que circulam por aí não refletem esse ajuste de cronograma.
Checklist de auditoria antes de ativar
- Levantar quais campanhas atuais usam DSA, correspondência ampla no nível da campanha ou Automatically Created Assets.
- Revisar a lista de marcas ou termos que precisam ficar de fora da correspondência ampliada.
- Conferir se há páginas do site que não deveriam nunca ser usadas como URL final expandida.
- Documentar o desempenho atual (custo por conversão, taxa de conversão, volume) antes de qualquer migração, para ter uma base de comparação real.
- Definir quem na equipe vai acompanhar o desempenho nas primeiras semanas pós-migração.
Como testar com experimento antes de migrar tudo
O Google Ads permite rodar experimentos comparando uma campanha com AI Max ativado contra a configuração atual, dividindo uma parte do tráfego entre as duas versões. Isso é mais seguro do que migrar a conta inteira de uma vez, porque permite comparar resultado real, no seu segmento e com o seu público, antes de decidir manter ou reverter.
Métricas que devem ser acompanhadas
Não adianta olhar só o volume de cliques. Vale acompanhar, antes e depois de qualquer migração:
- Custo por conversão (não apenas custo por clique).
- Taxa de conversão real, não só volume de tráfego.
- Qualidade dos termos de pesquisa que estão gerando conversão (para identificar se a correspondência ampliada trouxe tráfego relevante ou só aumentou volume irrelevante).
- Página de destino que está sendo usada quando há expansão de URL final, para confirmar que faz sentido para aquela busca.
Quando a automação pode desperdiçar verba
Automação ampliada não é sinônimo de resultado melhor em todos os casos. Ela tende a desperdiçar verba quando: o site tem páginas de baixa qualidade que podem acabar recebendo tráfego expandido sem estarem prontas para converter; a marca compete em um nicho onde termos ampliados trazem muito tráfego não qualificado; ou quando não há acompanhamento nenhum depois da migração, deixando a automação "solta" sem revisão. Segundo dados internos do próprio Google referentes a 2026, o conjunto completo de recursos do AI Max mostrou, em média, 7% mais conversões ou valor de conversão para anunciantes fora do varejo — mas esse número é uma média global divulgada pela empresa, não uma garantia de desempenho para qualquer conta ou segmento específico.
Diferença entre usar IA e abandonar a gestão da campanha
O ponto central é esse: usar automação de IA no Google Ads não deveria significar deixar de acompanhar a campanha. A automação decide correspondências e textos com mais velocidade do que um humano configurando manualmente, mas ainda depende de boas decisões de estratégia — orçamento, objetivo de negócio, qualidade do site, exclusões corretas. Sem esse acompanhamento, a automação otimiza para o que consegue medir, que nem sempre é exatamente o que o negócio precisa.
Se você já testa diferentes formatos de anúncio, também vale revisitar a comparação entre Google Ads e Meta Ads para decidir onde investir mais verba, e entender quanto custa a gestão de tráfego pago ao considerar contratar uma gestão profissional dessas mudanças.
Perguntas frequentes
Toda campanha com Dynamic Search Ads será migrada automaticamente em setembro de 2026?
Não. A migração automática a partir de setembro de 2026 vale especificamente para campanhas que já usam Automatically Created Assets com correspondência ampla configurada no nível da campanha. A descontinuação mais ampla do DSA foi adiada para fevereiro de 2027.
O aumento médio de 7% divulgado pelo Google vale para qualquer conta?
Não. Esse número foi divulgado pelo próprio Google como uma média global de dados internos de 2026, referente a anunciantes fora do varejo. Não é garantia de desempenho para uma campanha específica.
Preciso migrar para o AI Max antes do prazo automático?
Não é obrigatório. É possível continuar com a configuração atual até o prazo de migração automática aplicável ao seu caso, e usar esse tempo para testar via experimento antes de decidir.
A automação do AI Max substitui a necessidade de gestão profissional da campanha?
Não. A automação ajusta correspondência e texto com mais agilidade, mas decisões de estratégia, orçamento, exclusões e acompanhamento de resultado continuam sendo trabalho de quem gerencia a campanha.
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